domingo, 20 de fevereiro de 2011

Não me perguntem quem sou

Não me perguntem quem sou


Uma figura pequena
de pele morena
e olhar triste,
vagueia sem destino
cabelo em desalinho
castanho dourado,
leve encaracolado
solto ao vento.
Rugas no rosto,
restos de algum desgosto
ou simples marcas do tempo.
Lábios rubros de ternura
encanto, doçura, meiguice
pedaços de juventude
infância e traquinice...
Génio forte, lutador
pela vida, pelo amor
para vencer, quando quer
na batalha do destino
num corpo de mulher!
Nas amarguras da vida
nos frutos que recolheu,
naquilo que conquistou,
acabou esquecendo
quem foi
e eu nem sei quem é...
Não!
Não me perguntem quem sou!

( Públicado na página de poesia)

Um comentário:

  1. Dos medos nascem as coragens e das dúvidas as certezas.
    Os sonhos anunciam outra realidade possivel e os delirios, outra razão.
    Afinal de contas, somos o que fazemos para mudar o que somos...

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