Castelo de Almorol
Castelo de Almorol
O Castelo de Almorol situa-se na Província do Ribatejo, Distrito de Santarém. Foi edificado num pequeno Ilhéu no meio do rio Tejo, abaixo da confluência com o rio Zêzere, entre a vila de Constância e a de Tancos. Vários registos Arqueológicas encontrados no local remontam ao séc II a.c., época da ocupação Romana da Península Ibérica. Crê-se ter sido um Castro Lusitano ilhado no meio do Tejo, ocupado por Alanos, Visigodos e Mouros. Por volta do Ano de 1129 D. Afonso Henriques conquista-o aos Mouros e doa-o mais tarde à Ordem dos Templários. No Reinado de D. Dinis dá-se a extinção da Ordem dos Templários e todos os seus bens e domínios passam para a Ordem de Avis.
Ao Longo dos séculos o Castelo sofre grandes remodelações, sendo as mais profundas realizadas no séc. XIX. Actualmente pertence à Escola de Engenharia de Tancos do Exército Português e está classificada como Património Nacional desde 1910.
Castelo Branco
Castelo
Castelo de Castelo Branco
O castelo de Castelo Branco fica situado no Distrito do mesmo nome, Provincia da Beira Baixa. Este castelo tem uma arquitectura militar, medieval e quinhentista do qual já restam poucos vestígios: apenas um troço da muralha e uma parte da torre de menagem do antigo palácio dos comendadores, datado do séc. XVI, com vãos de caracteristicas manuelinas. Crê-se que as muralhas e o castelo tenham sido eregidas por ordem dos Templários no cimo da colina da Cardosa, no séc. XIII. No interior das muralhas encontra-se a igreja de Sta. Maria do Castelo. Em 1954, no dia 6 de Novembro, a cidade é assolada por um tornado que causa danos consideráveis em toda a estrutura, encontrando-se em avançado estado de degradação.
Castelo de Guimarães
Castelo de Guimarães
D. Afonso Henriques
Entre o séc. XIII e XV são feitas várias obras de melhoramento, assim como o amuralhamento da Vila, por ordem do rei D. Sancho I. Este cerco seria construído durante vários reinados até ao séc. XV, altura em que D. João I I o completaria .unificando a Vila do Castelo e a Vila de Sta. Maria passando a ser um único concelho denominado Guimarães.
A partir do séc. XV foi votado ao abandono, por ter deixado de ser um ponto de interesse estratégico. e é feita uma proposta para a sua demolição usando a pedra para ladrilhar as ruas de Guimarães, no entanto, esta proposta foi reprovada. No séc. XVI é utilizado como prisão, ficando posteriormente ao abandono até ao séc. XX, degradando-se progressivamente. No séc XIX durante o Reinado de D. Luís é classificado como Monumento Histórico e considerado Monumento Nacional no séc. XX, altura em que se iniciam grandes obras de restauro.Castelo de S.Jorge - Lisboa
Castelo de S. Jorge
O Castelo de S. Jorge situa-se no distrito de Lisboa, bem no coração da cidade e na mais alta das suas sete colinas. A primeira fortificação ali conhecida data do séc. II a.c., no entanto achados arqueológicos são testemunhos significativos de ocupação humana desde o séc. VI a.c.. Há registos de ocupação por parte de Fenícios, Gregos, Cartagineses, Romanos e Muçulmanos. Os Muçulmanos permanecem aqui até ao séc. XII, sofrendo várias tentativas por parte dos Reis Cristãos para a conquistarem, mas só durante a reconquista cristã D. Afonso Henriques com o auxílio das cruzadas, consegue conquistar estes domínios aos Mouros após um cerco que durou cerca de três meses. Algumas décadas depois o castelo volta a ser atacado pelos muçulmanos, mas foi defendido pelos cristãos com sucesso. A partir do séc. XIII, Lisboa passa a ser Capital do reino e o seu castelo alberga a corte real, assim como nobres, bispos e fortificação militar. que é mobilizada durante as invasões castelhanas, sendo os arredores várias vezes incendiados e saqueados. Sofreu vários danos com os terramotos que afectaram a cidade nos séc XIII e XIV, XV e XVI. No reinado de D. Fernando inicia-se a construção da muralha que cerca o castelo até à baixa de Lisboa. Costrução esta que dura cerca de dois anos. Nos finais do séc. XVI com a mudança da corte para os Paços da Ribeira passa a ser utilizado apenas como aquartelamento. Foi decretado como monumento nacional em 1910 e nas décadas de 1940 a 1990 são feitas várias obras de restauro, recuperando os traços medievais.
O nome de S. Jorge é-lhe concedido em honra do Santo mártir, a quem muitos cruzados dedicavam devoção.
( Por cerca do ano de 1930, o meu avô cumpre neste castelo, o serviço militar.)Castelo de Monsanto
Castelo de Monsanto
O castelo de Monsanto está situado na Beira Baixa, concelho de Idanha-a-Velha . É um castelo medieval e foi edificado no séc XII, no reinado de D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal, na época da reconquista Cristã da Península Ibérica . Foi nesta Região que D. Afonso Henriques estabeleceu a fronteira com o Reino de Leão. O castelo e toda a região foram doadas à Ordem dos Templários para que estes a defendessem. No entanto, durou pouco tempo esta doação e D.Afonso Henriques volta a doá-lo, desta vez à Ordem de Santiago por volta do Ano de 1172. Sendo esta doação confirmada na Carta de Foral, por seu filho, D. Sancho I e ainda por D. Afonso II, no séc. XIII.
Mais tarde no séc XIV, durante o Reinado de D. Dinis é reconstruído e ampliado. No séc. XVIII, no Reinado de D. Pedro II, em sequência da Guerra da Sucessão Espanhola foi tomado pelos espanhóis mas recuperado poucos meses depois. No séc . XIX são feitas obras de remodelação destruindo cinco das Torres e construído duas. Nesta fase, a Capela de Sta. Maria do Castelo que existia no interior passa a ser usada como paiol de munições. Esse paiol acaba por explodir destruindo grande parte das muralhas pelo desabamento granítico de um Penedo.
O Castelo de Monsanto está classificado como Património Nacional desde 1948.
Castelo de Monsaraz
Castelo de Monsaraz
O Castelo de Monsaraz situa-se na Região do Alentejo, Distrito de Évora. Foi construído em granito e xisto regional. Supõe-se que tenha sido edificado sobre uma estrutura defensiva já existente, que terá começado inicialmente por ser um Castro pré-histórico que mais tarde terá dado origem a construções Romanas, Visigóticas e Árabes.
Durante a reconquista crstã, iniciada por D. Afonso Henriques, o Castelo é conquistado aos Mouros, no entanto volta a cair nas mãos dos Muçulmanos, sendo reconquistado definitivamente no reinado de D. Sancho II, no séc XIII. Participam na reconquista os Cavaleiros da Ordem do Templo a quem D. Sancho II doou o castelo e os seus domínios. Com a extinção da Ordem dos Templarios, o castelo é entregue à Ordem de Cristo.
No Reinado de D. Dinis, por ordem deste, , é erguida uma Torre de Menagem, Símbolo significativo e dominante da Região. Mais Tarde, durante a Guerra da Restauração no séc. XVII, o castelo é adaptado às novas necessidades da época, e são criados suportes para artilharia. Actualmente possui um miradouro com uma vista fantástica sobre a Barragem do Alqueva e está classificado como Monumento Nacional.
Castelo de Óbidos
Castelo de Óbidos
O Castelo de Óbidos localiza-se no Distrito de Leiria, concelho de Óbidos. Este Castelo é de origem Romana, crendo-se que esteja edificado sobre um Castro. Esteve sobre o Dominio Árabe, sendo conquistado aos Mouros por D. Afonso Henriques no ínício do séc. XII. Sofreu várias vezes obras de ampliação e restauro, sendo uma grande parte delas no reinado de D. Sancho I. Durante o reinado de D. Dinis, este monarca entrega o castelo como dote à Rainha Santa Isabel, passando sucessivamente a fazer parte do dote das rainhas, chegando a ser morada oficial da rainha D. Leonor, esposa de D. Jõao II. Durante o Reinado de D. Manuel I, o Alcaide do Castelo manda construir um Paço no seu interior do qual se destacam as janelas Manuelinas, assim como a chaminé e o portal encimado pelas armas reais da familia de Noronha e ladeado por duas esferas armilares. Com o terramoto de 1755, este Paço sofre grandes danos, chegando ao séc. XX práticamente em ruínas. , AO Chegando séc. XX em práticamente ruínas e é neste século que á recuperado e utilizado actualmente como pousada.
Este Castelo foi um importante contributo para a derrota do exército francês durante as invasões francesas e está classificado como Momumento Nacional, albergando no seu interior a bonita vila de Óbidos.


























